segunda-feira, 23 de agosto de 2010

No caminho errado



        O curta chama a atenção pela forma simples de explicar como a sociedade tende a permanecer na "linha da morte" - na prisão mental, na alienação das coisas como se a arquitetura global desenhada por uma minoria fosse a melhor planta realizada. A segunda fase mostra o despertar de alguns “beija-flores" que decidem apagar a enorme queimada e assim despertam outros para uma verdade que até então era desconhecida "Se seguires nessa linha, serás atropelado." É fácil observar o medo de mudar que atingi um planeta tão acomodado com as leis regidas, com a prática do consumo que aprisiona o ser e substitui o verdadeiro "sentido da existência", com a ignorância disfarçada de "informação rápida", com a arte industrializada e produzida em série. 
        Sou contra o apologismo ideológico, pois acredito que a evolução e a mudança só serão reais quando florescerem de dentro de cada ser humano. Muitos modelos ruíram, pois surgiram de revoluções armadas com o slogan "Ou você está conosco ou contra" por isso o modelo global atual ganhou tanto apreciadores - a tortura é sutil e está ligada com o fetiche possuidor "Eu trabalho, eu compro, eu participo".Contudo o trem está a caminho e até quando estaremos vivos nessa linha?

sábado, 21 de agosto de 2010

Criatividade na Música Nacional


Banda: Júpiter Maçã - Marchinha Psicótica de Dr. Soup


Flávio Basso, também conhecido como Júpiter Maçã ou Jupiter Apple (Porto Alegre, 26 de janeiro de 1968), é um cantor, compositor, cineasta e guitarrista brasileiro de carreira solo.

Ainda utilizando o nome artístico de Flávio Basso, integrou as bandas TNT e Os Cascavelletes. É atualmente considerado um dos maiores compositores de música contemporânea brasileira, tendo sido qualificado de gênio pelo músico Lobão.


André Abujamra - Imaginação



André Cibelli Abujamra (São Paulo) é um cantor, compositor, multinstrumentista e ator brasileiro. Ele é filho do diretor de teatro e ator Antônio Abujamra.

Montou na década de 1980, junto com Maurício Pereira, a banda Os Mulheres Negras. Eles se autodenominavam a terceira menor big band do mundo. A banda produzia pop rock experimental com instrumentos eletrônicos. Lançou 2 CDs, Música Serve para Isso (1988) e Música e Ciência (1990). Depois disso, a banda se dissolveu. Após algum tempo, André Abujamra participou da banda Karnak



Banda: Pecadores - Macumbaria



Pecadores exploram o misticismo usando samples de temas religiosos brasileiros e é formado por Apostle Niwt (música), ex Padre da paróquia de São Thomé dos Aflitos, no interior do Brasil, que viajou toda a Amazônia catequizando índios até perder sua fé e Dark Messenger (letras e vocais), ex pastor protestante da Igreja Pentecostal Deus é Tudo, que pregava o evangelho em favelas brasileiras.

Primeiro releases foi o cd single "Macumbaria" lançado em 2006 em edição limitada. Primeiro álbum "10% for Jesus" foi gravado entre Novembro/2004 e Agosto/2006, e
lançado em 2007. na Alemanha pela gravadora Danse Macabre e no Brasil pela Wave Records com parceria da Hellion Records. Em 2009 a banda entra em estúdio e lançará no fim do ano um Cd, Box e um Mcd. O Álbum chamado: "Rogai por nós , Pecadores" e o Mcd chamado "Livrai-nos do Mal, Amem" Todos pela Wave Records (Brasil).

Banda: Cálix- Dança com Devas



O Cálix começou a apresentar-se em bares e em calouradas, tocando clássicos dos Beatles, Jethro Tull, The Who e Pink Floyd.

No final de 1998, lançaram um single, que teve mil cópias vendidas de mão em mão. Fato que tornou-se impulso para a gravação do primeiro CD.

Em abril 2000, lançaram Canções de Beurin, álbum que levou o Cálix a receber o prêmio de melhor banda de rock progressivo do Brasil, pelo site Rock Progressivo Brasil.

O segundo CD, A Roda, foi lançado em 2002 no Grande Teatro do Palácio das Artes em Belo Horizonte, com a participação da Orquestra de Câmara do Sesiminas.

Em outubro de 2006, comemoraram os dez anos de história da banda, com a gravação do DVD Cálix ao vivo, em grande show no Palácio das Artes, trazendo, além de clássicos dos dois primeiros CDs, oito músicas inéditas.

Fonte: Wikipédia e Youtube

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Metropia



 
Clique na imagem para baixar o filme

Europa 2024, os recursos naturais esgotaram e os mercados financeiros ruíram. Um grupo chamado TREXX tenta impor a paz através do progresso e uni todos os metros europeus formando um sistema gigantesco chamado “Metrô” (uma poderosa máquina capaz de levar em questão de minutos um cidadão de um país para outro como se tivesse apenas visitando o próximo bairro da cidade). Nesse mundo vive um homem chamado Roger. Trabalha na empresa  SuperCall e evita utilizar o Metrô por achar que algo de muito estranho ocorre lá dentro da gigantesca locomotiva e por isso sua bicicleta é a única forma de ir e voltar do trabalho. Roger vive com Anna em um apartamento modesto decorado por Pokémons, Hello Kittys e uma TV.  Numa noite Roger começa a ouvir uma voz tentando se comunicar com ele, uma voz interior mas que nem de longe lembra sua própria voz, “Escute sua voz interior” – diz as placas européias.  E assim ele faz (ainda meio cético) e por isso começa a ser perseguido por policiais e agentes da TREXX. A animação traduz nosso mundo contemporâneo de “Big Brothers”, “Nova Ordem Mundial”, “A doutrina da consumogônia”, “A ditadura neoliberal” e nos faz questionar se como Roger somos de fato livres ou influenciados pela voz que conscientemente não ouvimos.
Metropia
Suécia , 2009 - 85
Animação / Ficção científica
Direção:
Tarik Saleh
Roteiro:
Tarik Saleh, Fredrik Edin, Martin Hultman, Stig Larsson
Elenco:
Vozes de Vincent Gallo, Juliette Lewis, Udo Kier, Stellan Skarsgård, Alexander Skarsgård

domingo, 25 de julho de 2010

José Saramago - falsa democracia



verdade que podemos votar, é verdade que podemos, por delegação da partícula de soberania que se nos reconhece como cidadãos eleitores e normalmente por via partidária, escolher os nossos representantes no parlamento, é verdade, enfim, que da relevância numérica de tais representações e das combinações políticas que a necessidade de uma maioria vier a impor sempre resultará um governo. Tudo isto é verdade, mas é igualmente verdade que a possibilidade de acção democrática começa e acaba aí. O eleitor poderá tirar do poder um governo que não lhe agrade e pôr outro no seu lugar, mas o seu voto não teve, não tem, nem nunca terá qualquer efeito visível sobre a única e real força que governa o mundo, e portanto o seu país e a sua pessoa: refiro-me, obviamente, ao poder económico, em particular à parte dele, sempre em aumento, gerida pelas empresas multinacionais de acordo com estratégias de domínio que nada têm que ver com aquele bem comum a que, por definição, a democracia aspira. Todos sabemos que é assim, e contudo, por uma espécie de automatismo verbal e mental que não nos deixa ver a nudez crua dos factos, continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo e actuante, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica. E não nos apercebemos, como se para isso não bastasse ter olhos, de que os nossos governos, esses que para o bem ou para o mal elegemos e de que somos portanto os primeiros responsáveis, se vão tornando cada vez mais em meros "comissários políticos" do poder económico, com a objectiva missão de produzirem as leis que a esse poder convierem, para depois, envolvidas no açúcares da publicidade oficial e particular interessada, serem introduzidas no mercado social sem suscitar demasiados protestos, salvo os certas conhecidas minorias eternamente descontentes..."  

 Trechos de :  Da justiça à democracia, passando pelos sinos,  José Saramago.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O Lado B




Conheceis o francês
sabeis dividir,
multiplicar,
declinar com perfeição.
Pois, declinai!
Mas sabeis por acaso
cantar em dueto com os edifícios?
Entendeis por acaso
a linguagem dos bondes?

Minha Universidade - Maiakosvski


Caminho entre becos, descartei as ruas e as calçadas, já faz um ano que percebi o quanto somos vigiados nos trajetos oficiais. Nos becos tenho a sorte de encontrar aqueles que ainda não foram demarcados e numerados. Nos becos ninguém tem porta numerada – as pessoas moram nas janelas, nos jardins, nas praças, e nas varandas com cheiro de almoço e dejetos de cães. Nos becos vejo sorrisos, poesia itinerante, arte do desapego, música ambiente e muita paixão. Aqui conheci um homem que fazia milagres – curava insanidade com filosofia. Aqui conheci heróis e heroínas, gigantes, mutantes, seres titânicos que mesmo com as ferramentas de trabalho nas mãos se compadeceram com o falecimento de Saramago e sabem muito bem o significado de uma cegueira coletiva. Oh, quanta matéria para o jornal daria a história dos becos! Porém, a prensa da imprensa reza a cartilha do momento e no momento o beco não é a sensação. Melhor que nos deixem mesmo em paz, melhor que não nos industrializem, que não vendam nosso modo de ser e nos deixem sem nada, até sermos obrigados a adotar seus modos de vida de domingo – comendo, bebendo e com medo de correr "risco de vida".


domingo, 25 de abril de 2010

Cinema Fantástico

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus

Águas vivas gigantes, balões de ar em formatos de cabeça flutuando por mundos coloridos, bocas que são "chupadas" nas caras das pessoas, cobras que aparecem do contorno de rios e escadas sem fim. Não, não é um quadro de Salvador Dali e sim "O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus". Um mundo construído pelos maiores desejos de seus visitantes e isso me fez lembrar uma frase de um filme antigo "cuidado com o que você deseja". Contudo o filme não é resumido em um mundo visual como alguns recentes filmes campeões de bilheteria como "Avatar", mas também como critica fervorosa sobre os sonhos humanos. Um filme que fechou a carreira de Heath Ledger, o Coringa de Batman - O Cavaleiro das Trevas. E uma obra que faltava na produção fantástica da sétima arte.




France | Canada | UK , 2009 - 122
Drama / Fantasia

Direção:
Terry Gilliam

Roteiro:
Terry Gilliam e Charles McKeown

Elenco:
Heath Ledger, Johnny Depp, Colin Farrell, Jude Law, Christopher Plummer,
Lily Cole, Tom Waits, Verne Troyer, Andrew Garfield

quinta-feira, 1 de abril de 2010

LHC

Seguindo a conclusão do post A Máquina do Fim do Mundo a simulação da criação com a utilização do acelerador de particulas (L.H.C.) foi bem sucedida ou seja: aquilo que os cientistas imaginavam acontecer de fato aconteceu. Já alguma parcela da população mundial calou-se ao saber do sucesso do experimento e ao mesmo tempo que o mundo ainda continua o mesmo: nenhum pedaço foi retirado e nenhuma pedra movida. Será? A problemática agora é decifrar as informações obtidas com o experimento, até porque a meta dos cientistas não foi só simular o Big Bang, mas também identificar o chamado Bóson de Higgs (suposto responsável por toda a massa existente no Universo) ou simplesmente a "partícula de Deus". Abaixo segue um video com os detalhes da simulação.

No final disso tudo nossos filhos estudarão a nova fisica em seus livros didáticos até que a mesma seja superada por outra e por mais outra e assim a história das ciências se expandirá em comunhão com o universo.
Amém!



domingo, 21 de março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

Pegada Hídrica

Você sabe calcular quantos litros de água são necessários para os alimentos do seu dia a dia chegarem até sua casa?

Esse cálculo é conhecido como pegada hídrica. Foi criado pela ONU, em parceria com empresas e institutos de pesquisa com a intenção de calcular quanta água é gasta desde a retirada de matéria-prima da natureza até sua transformação em bem de consumo.

Vejamos alguns exemplos:


1 quilo de arroz = 3,4 mil litros de água.






1 litro de leite = 1 mil litros de água









1 quilo de milho = 900 litros de água








1 quilo de trigo = 1,3 mil litros de água.









1 quilo de carne bovina: 15,5 mil litros de água






A WWF-Brasil também
criou a pegada ecológica que mostra em hectares qual a dimensão de território um cidadão gasta com seus hábitos de consumo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Somos Reais?

O quê somos? Consciências inseridas em um modelo de mundo planejado? E nossas percepcões de mundo estão limitadas a roupagem da razão que nos foi concedida? Alguém ou algo planejou ou concedeu? Existem leis da natureza (inconcebíveis a nossa realidade) em outras dimensões? Você acredita em Deus? E no átomo? Ambos já foram detectados pelos seus sentidos? Você trocaria sua versão carbono por uma roupagem 100% silicone?

O Documentário do Profº Martin Rees (Barão Rees de Ludlow), cosmólogo e astrofísico britânico, trata da possibilidade de existência dos multiversos, evolução, teoria do big bang e inteligência artificial.










domingo, 14 de fevereiro de 2010

Nietzsche e o Sofrimento

“Aquele que galga as mais altas montanhas ri
de todas as tragédias lúdicas e de todas as tragédias sérias”. - Nietzsche



Os três vídeos abaixo falam da visão de Friedrich Nietzsche (filósofo alemão) sobre o sofrimento. Nietzsche aponta as várias vantagens do ser humano que se alimenta da dor para crescer, ao contrário daqueles (afogadores de mágoas) que escondem seus problemas nas cavernas confortáveis: religião, bebida e anéstesicos sociais. O documentário é apresentado pelo escritor suíço Alain de Botton








quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Video Proibido pela Nasa



O video mostra ruínas de uma suposta civilização na lua. Será? Assistam!

sábado, 16 de janeiro de 2010

A influência dos Profetas da Ficção Cientifica na Era Tecnológica


por Lisa Alves

A linha divisória entre ficção e realidade torna-se para os amantes da literatura e do cinema de ficção cientifica do século XXI apenas uma questão de tempo. Quando é possível reconhecer comportamentos, valores e invenções se transformando em um modo de vida do agora, sendo que outrora não passavam de simples palavras profetizadas por um escritor ou um cineasta futurista, esta linha só tende a se tornar cada vez mais uma pura questão de tempo. Há quem diga que a arte é puro sentimento e há quem diga também que o futuro é puro sentimento. Em 1993, o atual senador e ex-governador do Distrito Federal (Cristovam Buarque) escreveu Futuro em uma coletânea denominada O Pensamento Inquieto que surgiu após o Fórum do Pensamento Inquieto que se realizou na UnB (Universidade de Brasília). Cristovam deixa bem claro em seu discurso que o futuro só pode existir através do sentimento humano:

“Será que o fim da humanidade é a morte do futuro? Eu acho que sim. (..) ... o futuro terá morrido, porque o futuro não é um conceito de tempo físico. O futuro é um sentimento dos homens.”


Não há um ser humano que não queira imaginar o seu próprio futuro. No entanto, é impossível alimentar esperanças ou desesperanças futuras sem imaginar um mundo novo, um mundo que esteja preparado e equipado para servir todas nossas expectativas e sonhos. A ciência de hoje quando quer justificar o financiamento às suas pesquisas, faz prognósticos de possíveis benefícios que ela trará à humanidade no futuro. Paulo Belo Reyes, arquiteto e doutor em Ciências da Comunicação pela UNISINOS, escreveu um artigo em 2003 para a revista Teorema intitulado “Cidades do futuro no cinema” cujo tema é focado na idéia da implantação de novas tecnologias dentro dos roteiros cinematográficos. Paulo Belo cita três exemplos de filmes que ele denomina “cinema de antecipação” ou seja filmes que abordam a temática das tecnologias em contexto social. Metrópolis (Fritz Lang, 1926) para ele anuncia o processo de industrialização, Blade Runner (Ridley Scott, 1982) pauta a clonagem e Matrix (Irmãos Wachowski, 1999) a inteligência artificial. Ele traduz com perfeição a influência da ficção cientifica e ainda acrescenta:


“As novas tecnologias que têm sido mediatizadas pelo cinema não comparecem fora de um determinado contexto social. Pelo contrário, sempre estão articuladas e contextualizadas num tempo e num espaço.”

É impossível ignorar avanços científicos que antes mesmo dos próprios cientistas, foram previstos em obras de ficção. Exemplo disso foi o escritor francês Júlio Verne que em seu livro De la terre à la lune (Viagem à lua), de 1865, previu que o homem conseguiria chegar ao satélite da Terra e também qual seria a velocidade necessária para essa jornada (11 km/s). Em Vinte mil léguas submarinas, de 1869, o escritor previu que os submarinos futuramente utilizariam um combustível muito eficaz e inexaurível. Mais tarde, em 1954 submergiu o primeiro submarino da história movimentado por propulsão nuclear, que em homenagem ao personagem capitão Nemo de Vinte mil léguas submarinas, foi batizado pelos norte-americanos de Nautilus. A robótica também foi uma filha gerada no ventre literário. É verdade que a mesma floresceu depois da chegada do computador, no entanto, ela foi baseada na obra do ficcionista (e também bioquímico) Isaac Asimov. O termo "robótica" aparece primeiramente em uma pequena história sua, de 1942, intitulada Runaround. Mas é em 1950 que Asimov postula as três leis fundamentais da robótica:

1ª Lei: Um robô nunca deve atacar a um ser humano, nem omitir socorro a um ser humano em perigo.
2ª Lei: Um robô deve sempre obedecer às ordens dadas pelos seres humanos (a não ser que esta lei entre em conflito com a primeira).
3ª Lei: Um robô nunca deve se auto-destruir e destruir a um dos seus (a não ser que esta lei entre em conflito com as duas primeiras).

Estas leis foram criadas em uma coletânea de contos intitulada Eu, robô (cuja adaptação foi exibida nos cinemas em 2004). Na obra de Asimov as Leis da Robótica protegem a integridade humana contra possíveis confrontos entre criador e criatura. Pode ser que futuramente venhamos a desenvolver recursos semelhantes a fim de que ninguém seja prejudicado pelo mau uso dos robôs. Não é segredo para ninguém que as máquinas a cada dia estão se aperfeiçoando e até mesmo poupando seres humanos de algumas profissões de risco. A Era Tecnológica clama por dinamismo, perfeição, economia e quantidade. Diante deste quadro é exigido cada vez mais a presença de máquinas no chamado Mercado Industrial, diminuindo assim a força de trabalho humana. Asimov pressupõe uma coexistência tranqüila e promissora entre homens e máquinas o que não impede que o Homem tema sua extinção e caía na conhecida "síndrome de Frankenstein" que simboliza a criatura virando-se contra o seu criador. Cristovam Buarque também em Futuro explica a raiz dessa fobia humana relacionada às mudanças futuras:

"A ficção científica ( um dos grandes indicadores de como vemos o futuro), que, salvo 1984, só tinha livros que colocavam o futuro como idílio, passou a se dedicar ao terror. Hoje assistimos mais os filmes pelo terror do que pela imaginação do futuro, porque o futuro ficou assustador. Todo o futuro era visto como de paz, de tranqüilidade. Hoje, temos uma violência crescente. Todos os sonhos dos utopistas, dos socialistas utópicos, dos socialistas científicos, dos capitalistas eram de que o mundo do futuro seria um mundo sem desigualdade social (...) A desigualdade aumentou. Então, o medo aumentou, ressurgiu. A violência cresceu. A arte entrou no sentimento de esgotamento."

Dentre estas influentes obras citadas seria imperdoável deixar de comentar o Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1931. Considerada uma fábula futurista, a obra relata uma sociedade completamente organizada, sob um sistema científico de castas, cuja liberdade individual foi eliminada para dar lugar a uma servidão aceitável. Os indivíduos dessa sociedade eram controlados quimicamente pelo Soma ( uma droga que era distribuída para todos com a função de eliminar conflitos, desejos e ansiedades). Não havia espaço para questionamentos ou dúvidas, nem para os conflitos, pois até os desejos e ansiedades eram controlados quimicamente pelo droga com o intuito de preservar a ordem dominante. As castas superiores eram decantadas em betas, alfas e alfas+ e as castas inferiores eram classificadas de Deltas e Ipsilons. Os indivíduos já tinham uma predestinação obtida através dos controles feitos desde a geração por um sistema que aliava controle genético. Durante o sono as pessoas recebiam doses regulares de propaganda que faziam com que as mesmas tivessem suas crenças, comportamentos e ideologias padronizados. A visão de Aldous nesse livro demonstra uma visão de futuro bem diferente da época que ele vivia. O autor considerava 1931 uma época cujo pesadelo era a excessiva falta de ordem. Já na sua obra que se passava no século VII D.F. (depois de Ford) a ordem em demasia que era o pesadelo. Admirável Mundo Novo denota as apreensões e angústias de uma época em que as transformações eram não somente rápidas, mas também profundas. A obra responde à pergunta que não quer calar "Para onde caminha a humanidade?" Ao contrário de Matrix onde o mundo é governado por máquinas robôs, Admirável Mundo Novo é controlado pelos homens. Ambas as fábulas vivem dentro de uma ordem estabelecida e apontam para uma desumanização dos humanos e a morte do indivíduo. Será que há um limite para o desenvolvimento humano? Será que a humanidade é só um meio para o nascimento de uma inteligência que supere o próprio homem? Será que a vida vai continuar imitando a arte? Será que Nietzsche quando profetizava o nascimento do “além-homem’ já imaginava que um dia a clonagem humana estaria a um passo para acontecer?

“Vós, os homens mais altaneiros que meu olhar alcançou, eis a minha dúvida quanto a vós, e o meu riso secreto: eu adivinho que ao meu super-homem chamarieis-demônio!” (Citação do Zaratustra, parte II, “Da prudência dos homens” da obra Assim falou Zaratustra de F. Nietzche).