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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

QUEM O ESTADO HOMOFÓBICO MATOU HOJE? QUEM O ESTADO RACISTA MATOU HOJE?

Justiça para Todos os Joãos, Marias, Marias-Joãos, Joãos-Marias



"Não existe, não pode existir Estado sem religião.  
Assim, todas as vezes que um chefe do Estado fala de Deus,
 quer seja o imperador da Alemanha ou o presidente de uma 
república qualquer, estai certo de que ele se prepara para
 tosquiar de novo seu povo-rebanho." Bakunin 


por Lisa Alves

Do que adianta tanta evolução tecnológica e científica se o ser humano ainda insiste em viver como um animal cercado por doutrinas, um animal que vangloria sua miopia e sobrevive de empáfias: “somos melhores que os negros”, “somos melhores que as mulheres”, “somos melhores que os gays” “somos melhores que os imigrantes”. Devemos acordar para a realidade: a única espécie nociva ao planeta Terra é a espécie humana. Nossa espécie só é melhor em destruir, somos os decompositores dessa orbe, essa é a nossa função e não somos melhores que nenhum de nossa própria espécie por conta de mais ou menos pigmentação na pele ou porque fulano dorme com fulana no lugar de dormir com fulano. Em um mundo de sete bilhões de pessoas e onde grande parte morre nesse segundo por uma epidemia genocida no continente africano (que lembra os objetivos eugenistas do Terceiro Reich) e outras tantas por descaso, falta de empatia (empatia é se colocar no lugar do outro), diante de tanto abandono e “guerras frias” a última preocupação que devemos ter é a de obrigar o ser humano a se reproduzir. Você é um dos que se preocupa se Maria casou com Maria e não está cumprindo sua função de suporte para outra vida? Então vá ao orfanato mais próximo e dê dignidade a pelo menos uma criança cujos pais ou mães (héteros) não tiveram condição de dar. Pois cumprir uma gestação de nove meses não garante a vida de ninguém, viver é um verbo contínuo e esse verbo precisa de alimentação, saúde, moradia, cultura, liberdade, educação. Todos os dias tenho a infelicidade de abrir minha janela virtual e dar de cara com mais uma notícia de alguém que morreu por causa da homofobia, da transfobia e afins. Todos os dias também leio alguma notícia de algum religioso dito “cristão” fomentando o ódio contra a comunidade LGBTTT, fomentando o ódio contra outras religiões, contra os direitos humanos e pior eles são acobertados pelo Estado, o único que poderia dar um fim a isso. Ninguém deve ser punido por praticar seus ritos, desde que seus ritos não punam outras vidas, não fomentem ódio, discriminação e violência. A própria bíblia seguida por esses “cristãos” diz:
“se, todavia, fazeis acepção de pessoas cometeis pecado, sendo argüido pela lei como transgressores”, Tg. 2:9.
O que prova que esses ditos donos da verdade não lêem a própria “lei maior” deles e sim buscam mediadores que utilizam apenas o que é conveniente. Mal sabem que Davi teve um relacionamento homoafetivo e isso não é especulação, está lá, no livro de Samuel:
"a alma de Jonatas se ligou com a alma de Davi; e Jonatas o amou, como à sua própria alma"13
"E Saul naquele dia o tomou, e não lhe permitiu que voltasse para casa de seu pai. 3 E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma. 4 E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto."14
(…)
"E, indo-se o moço, levantou-se Davi do lado do sul, e lançou-se sobre o seu rosto em terra, e inclinou-se três vezes; e beijaram-se um ao outro, e choraram juntos, mas Davi chorou muito mais."15
(…)
"Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres."16
Recomendo que pesquisem a importância desse personagem para o mundo judaico-cristão e sintam a maior contradição da "História" se é que esse livro todo não passa de uma mitologia monoteísta.
E sim há passagens que condenam as práticas homossexuais, assim como condenam os divorciados, os ostentadores, as mulheres que lecionam e catequizam, as mulheres que usam jóias e são vaidosas, as mulheres por apenas serem mulheres.
O cristianismo se espalhou pelo o mundo com o intuito de extinguir tudo que lembrasse o “mundo antigo”: o politeísmo, a cultura popular dos povos (como as festas estacionais), a forma como as pessoas se relacionavam, se vestiam. Na Roma e Grécia antigas um homem de poder só iniciava sua vida sexual com outro homem (digo "homem de poder" pois a História não fala sobre os homens comuns). Há várias passagens históricas contando sobre a vida intima dos Césares.
Mas não vemos nenhum pastor falando, por exemplo, que quer curar um divorciado, um consumista, um rico. Contudo na Bíblia encontramos passagens que poderiam ser usadas contra o discurso da prosperidade material utilizado em várias Igrejas evangélicas (lembrando que a interpretação é superficial, assim como eles utilizam a interpretação superficial para condenar o que querem, sem levar em consideração o contexto histórico).
Tomemos um exemplo da Bíblia. Em três dos Evangelhos – Mateus 19:24, Marcos 10:25 e Lucas 18:25 – Jesus diz:
“É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus.”
Logo, ninguém com muito dinheiro jamais poderá entrar no paraíso, posto que nenhum camelo jamais irá passar através do buraco de uma agulha. Pelo menos é isso o que a passagem nos indica.
Da mesma forma essa mesma Bíblia legitima a escravidão nos seguintes livros e capítulos: Efésios 6:5-9; Colossenses 3:22-4:1; 1 Timóteo 6:1-2; 1 Pedro 2:18.
A liberdade ao culto religioso pode ser uma desculpa de atos de escravidão humana também, se o Estado libera uma situação como “curar os gays” ou até mesmo não pune um pastor que aconselha abertamente os seus membros a não se casarem com mulheres de outras etnias, esse Estado dá vazão a atos de escravidão e genocídios.
E não esqueçam: João Antonio Donati (recentemente assassinado no estado de Goias) e todas as outras vítimas de etnocídio, feminicídio e intolerância religiosa também foram assassinadas pelo Estado que de Laico não têm absolutamente nada, nosso Estado não passa é de um ser Lacaio.


Leia também: http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/09/jovem-gay-e-brutalmente-assassinado-em-goiania/

terça-feira, 15 de julho de 2014

A COPA DAS COPAS (pelas bênçãos de Eike Batista e da Coca Cola )




O documentário Domínio Público mostra as articulações por trás do projeto UPPs: a estratégia de Eike Batista, da FIFA, das multinacionais, dos governos estaduais e o governo federal em nome da rotulada especulação imobiliária da “Paz” . A ideia não é devolver a cidadania aos moradores das comunidades e sim entregar o poder aos militares, aumentar taxas de serviços básicos até chegar o dia em que a própria população emigrará por não dar conta de sobreviver nos locais e assim estrangeiros e o empresariado tomarão conta desses pontos estratégicos.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Brado Coletivo dos Trópicos (em vídeo)






O Brado Coletivo dos Trópicos - texto completo aqui:

http://www.midiaindependente.org/pt/r...




texto: Lisa Alves - http://metamorfosecoletiva.blogspot.c...
seleção e edição de imagens: Juliana Botão
voz: Luther Blissett
edição de video: Lisa Alves

segunda-feira, 4 de março de 2013

UM MUNDO CHEIO DE NÃO PESSOAS

A foto é na Rebelião da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Dia 21/02/2013.




Como diz meu amigo Akira Riber Junoro: "Se não nos atentarmos, por muito pouco nos tornamos fascistas!"

Quem confia na reabilitação social através do nosso sistema carcerário que aguarde daqui alguns anos pa
ra compreender melhor esse sistema e talvez (embora tarde) haja um pouco de reflexão e culpa (a mesma que vestiu no pós-guerra milhares de alemães que juraram desconhecer o que se passou naquelas "prisões" com camaras de gás e limpeza étnica).

Pra frisar melhor isso é bom lembrar que atualmente em países de economias inspiradoras ao Brasil como é os EUA a taxa de encarceramento é um negócio e um instrumento de controle social que enriquece de forma surpreendente os bolsos dos donos das prisões privadas (modelo que tende a ser copiado aqui). 


"À medida que o negócio das prisões privadas alastra como gangrena, uma nova categoria de milionários consolida o seu poder político. Os donos destes cárceres são também na prática donos de escravos, que trabalham nas fábricas no interior prisão por salários inferiores a 50 cêntimos por hora. Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios hoje sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões, APROVANDO SIMULTANEAMENTE LEIS QUE VULGARIZAM SENTENÇAS DE ATÉ 15 ANOS DE PRISÃO POR CRIMES MENORES COMO ROUBAR PASTILHA ELÁSTICA. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres mas sobretudo os negros, que representando apenas 13% da população americana, compõem 40% da população prisional do país." ***

Para concluir deposito aqui a opinião sobre o sistema carcerário, de Noam Chomsky (linguista, filósofo e ativista político mais respeitável e decente do nosso tempo):

“Há apenas duas respostas possíveis: ou todos os líderes são coletivamente insanos, o que podemos descartar, ou simplesmente temos que buscar outros objetivos. No exterior é uma campanha de contra-insurgência, em casa, uma maneira de se livrar de uma população supérflua, há uma correlação muito estreita de raça e classe, não perfeita, mas quase: na verdade, os homens negros estão sendo jogados fora. Na Colômbia, chamam de limpeza social. Aqui nós simplesmente dizemos que é colocá-los na prisão”.



*** http://www.diarioliberdade.org/artigos-em-destaque/404-laboraleconomia/28263-10-factos-chocantes-sobre-os-eua.html

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Rawa - Luta contra a violência (mulher vítima de violência no Afeganistão)






 Nessa manhã recebi mais um vídeo do Canal da RAWA com mais um infeliz caso de tortura contra a mulher.


A vítima é Manizha, 20 anos, da área de Moqor do sul da província de Ghazni, que revelou para a  BBC como ela era constantemente torturada pelo marido.



Ela foi mantida no porão de sua casa por semanas, com as mãos e os pés amarrados. Seu marido a acorrentou e  a espancou com paus e chicote.



Manziha acrescenta: "Não há nenhuma parte do meu corpo que não esteja ferida. As unhas das minhas mãos caíram, e os meus pés não têm força para se moverem."


 
A RAWA, Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão, é a única organização política/social feminista das mulheres afegãs, anti-fundamentalista, que luta pela paz, liberdade, democracia, e pelos direitos das mulheres.