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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Cadê a água? O Boi bebeu

Imagem: Agência Nacional de Águas (ANA) da página do PSTU
Lisa Alves

Se não boicotarmos a Indústria e o Agronegócio em breve ficaremos para sempre sem água. Nos tornamos a lavoura e o pasto do mundo. Mais de 80% da carne e dos produtos produzidos no Brasil são para exportação e pouco menos de 20% do que se produz vai para a casa do cidadão brasileiro. Contudo sempre surge aquele argumento: "Mas isso gera renda, trabalho e impostos que são revestidos em serviços públicos." Retirando todo o meu argumento sobre sonegação de impostos, empresas multinacionais utilizarei um só: Ok, mas não teremos água por muito tempo se isso continuar. Para tanta produção não há tempo suficiente para repor a água. Para quem não sabe sou graduada na área ambiental e uma das matérias que mais me chamou a atenção foi justamente "O ciclo da água". Dentro do processo de precipitação e evaporatranspiração há uma elemento chave que são as árvores. As árvores são verdadeiras bombas de água que absorvem a água infiltrada no subsolo e lançam para a atmosfera e esse processo é infinito. Nos últimos anos o desmatamento em nosso território, principalmente na Amazônia, saiu de controle e o reflorestamento em alguns pontos é inútil, pois dentro dos processos da natureza a biomassa é importantíssima e sementes e brotos não cumprem o papel de uma árvore centenária, quem compreende a biodiversidade sabe do que falo e o quanto é grave o desmatamento para todos os sistemas da natureza. 


Leiam um trecho do panfleto escrito por Bill Mollison em 1981:

O que está havendo com as florestas? Nós usamos muito das florestas de uma forma banal: para produzir papel, particularmente para jornal. A demanda tornou-se excessiva. No presente, cortam-se um milhão de hectares a mais do que se planta. Mas isso pode mudar em qualquer mês: no mês passado, por exemplo, a quantidade de árvores cortadas foi o dobro do normal, devido ao desmatamento do baixo Mississipi para introdução de campos de soja. De toda a cobertura de florestas que já houve, não resta mais que 2% na Europa. Eu não creio que haja uma árvore na Europa que não esteja lá somente por causa da tolerância do homem, ou que não tenha sido plantada por alguém. Não há florestas nativas na Europa. E só restam cerca de 8% de matas nativas na América do Sul, e em todo lugar onde multinacionais possam obter possessão de áreas florestais.


A hora é agora!

Conheçam a Permarcultura


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Potencial de energia solar no Brasil


por Lisa Alves 


    O Brasil necessita expandir sua oferta de energia, contudo este procedimento estratégico deve ser adjunto ao desenvolvimento social, econômico e ambiental. As fontes renováveis de energia que fazem parte da matriz energética brasileira alcançam um ideal de desenvolvimento sustentável, todavia o implante dessas fontes é sabotado pela política de suprimento de energia de forma centralizada. Conforme informações do site Portal Energia (2011) a energia solar é efetiva em locais apartados ou de complicado ingresso, pois sua instalação em ínfima escala não requer gastos em amplas linhas de transmissão. Em países tropicais, como o Brasil, a aplicação da energia solar é recomendável em praticamente todo o território, e, em locais distantes dos centros de produção energética seu uso contribui na diminuição da busca energética e consequentemente evita a perda de energia que adviria na transmissão.


            O presente mostra os conflitos sociais e ambientais causados no Brasil através de novas construções de barragens, como Belo Monte, por exemplo. Pensar em uma matriz energética menos causadora de impactos, evitaria conflitos e impactos materiais, culturais e ambientais. Em pleno século XXI o Brasil ainda apresenta áreas sem nenhum tipo de fornecimento energético. Problema que ocasiona a migração de milhares de pessoas para as cidades a procura de emprego, ocasionando o crescimento desordenado das cidades, desemprego, submoradias e impactos ambientais.  E agora com a escassez de água já deveríamos ter projetos aprovados para o uso dessa fonte.



                O Brasil, por ser um país circunscrito em sua maior parte na região intertropical, tem amplo potencial de energia solar durante os seus doze meses anuais. De acordo com informações da Agência FAPESP (2009) o Brasil tem uma competência de geração de energia solar de 200 a 250 watts por metro quadrado, o que é classificado pela agência como um potencial muito superior. Além disso, a agência informa que o Brasil tem o dobro dos níveis de insolação de países europeus como a Alemanha, país esse que domina o maior mercado mundial por gerar mais de 40% de sua eletricidade através de fontes fotovoltaicas. Para o Brasil, as chances nesse setor são promissoras, mas para isso é necessário um grande investimento na capacitação tecnológica e industrial.

            Vantagens: a energia solar é uma energia limpa, ou seja, não polui durante seu uso. As centrais carecem de manutenção mínima. Os painéis solares evoluem rápido, estão cada vez mais potentes, ao mesmo tempo em que seu preço vem decaindo. É um tipo de energia excelente para lugares distantes ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não sujeita a enormes gastos em linhas de transmissão. (PORTAL ENERGIA, 2011)
            
               Segundo Oliva et al (1996) e Faria (2004), a sociedade como um todo se beneficia com a implantação de sistemas fotovoltaicos como alternativa de energia pois:
   
    há o aproveitamento da energia solar, que é uma fonte gratuita de energia, abundante e não poluente; há a contribuição para a preservação do meio ambiente por conservar a energia elétrica, o que pode levar à redução da necessidade de construção de obras de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, que causam impactos ambientais; contribui para a redução das dificuldades para o suprimento de energia e de potência que eventualmente venham a ocorrer no sistema elétrico nacional nos próximos anos e para a diversificação da matriz energética; promove a redução da emissão de gases do efeito estufa e outros poluentes e cria empregos locais diretos e indiretos.

            Desvantagens: as formas de armazenamento da energia solar têm pouca eficiência quando confrontadas aos combustíveis fósseis e a energia hidrelétrica. Outro fator desvantajoso é o rendimento de apenas 25%. (Portal Energia, 2011) Não obstante, os impactos ambientais causados pelas hidrelétricas são em montante superiores as desvantagens na utilização da energia solar. Segundo Leite (2005) a locação de hidrelétricas pode provocar impactos ambientais no clima modificando a temperatura, a umidade relativa, a evaporação, a precipitação e os ventos. 


As energias renováveis, como a energia solar, surgem como resistência a um modelo globalizado que considera mais viável qualquer fonte de energia que possua maior potencial energético e lucrativo e com isso desconsidera os impactos ambientais que aquela matriz energética poderá causar. Todavia, o emprego de sistemas de energia solar ainda está sujeito ao implante de ações de incentivo que auxiliem a superar os obstáculos técnicos, econômicos e de mercado existentes. Algumas medidas já auxiliariam nesse tipo de substituição de matriz energética como: a mudança no código de construção civil, divulgação da tecnologia, cursos de capacitação, pesquisa, metas ambientais e incentivos fiscais para grandes empreendimentos que adotassem esse tipo de fonte energética. Lembrando que a utilização de energia em uma economia capitalista está fortemente associada a um conjunto de questões: incluindo a mitigação da pobreza, o crescimento populacional ordenado, o nível de urbanização, industrialização, saúde, educação, inclusão social e prosperidade econômica da região. Uma comunidade isolada e sem recursos energéticos está condenada ao  êxodo. 

quinta-feira, 20 de março de 2014

C O R P O │ performance poética

                                 C O R P O │ performance poética from lisaallves on Vimeo.



 a t i v i s m o  n a  r e d e │COMPARTILHE!






Esse vídeo/experimental/performático/ingênuo/amador fiz depois de ler uma matéria de estatísticas sobre feminicídio no Brasil e na Argentina. Já tem alguns meses que "topo" com esse tipo de notícia, já tem alguns anos que "topo" com esse tipo de situação. Algumas semanas atrás "topei" com a segunda parte do filme do Lars Von Trier e percebi as ligações (quem assistiu já entendeu), Lars Von Trier criou uma narrativa que nos leva a um fecho inevitável, o mesmo arquitetado pelo diretor Mohamed Diab em "El Cairo 678", a mesma clássica sugestão da "Lei de Talião". Esses dias fui convidada a escrever um poema sobre o feminicídio na Ciudad de Juarez (México) e fiquei assustada, horrorizada com a pesquisa que fiz, com a histórias de assassinato de mulheres, com essa maldita "cultura" patriarcalista fomentada por poemas de Victor Hugo que insiste em colocar a mulher no altar - um local de respeito ilusório, que vende um arquétipo "perfeito" da mulher pura, santa, frágil, sem desejos e que perdoa qualquer deslize do sexo oposto (inclusive uma boa bofetada ou um chute nos órgãos genitais). Por favor, jamais me presenteie com tal poema que resume a mulher a isso: "O homem é o cérebro;/ A mulher é o coração./ O cérebro fabrica a luz;/ O coração, o AMOR./A luz fecunda, o amor ressuscita./O homem é forte pela razão; A mulher é invencível pelas lágrimas. O homem é capaz de todos os heroísmos;/ A mulher, de todos os martírios./O heroísmo enobrece, o martírio sublima./O homem é um código;/A mulher é um evangelho." Enfim, hoje creio que todos leram a pesquisa do IPEA e se assustaram com o fato do feminicídio ser apoiado pela maioria das mulheres entrevistadas, isso me lembrou também do pensamento de Aldous Huxley "A ditadura perfeita, terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros, na qual os prisioneiros nem sonharão sequer com uma fuga. " É imperativo o Feminismo no Mundo.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Brado Coletivo dos Trópicos (em vídeo)






O Brado Coletivo dos Trópicos - texto completo aqui:

http://www.midiaindependente.org/pt/r...




texto: Lisa Alves - http://metamorfosecoletiva.blogspot.c...
seleção e edição de imagens: Juliana Botão
voz: Luther Blissett
edição de video: Lisa Alves

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Faces do Anarquismo









Exponho abaixo algumas vertentes do anarquismo com o objetivo de clarear as idéias de quem associa a linha anarquista apenas com o liberalismo econômico e o fascismo das politicas direitistas.

Anarco-individualismo

Inspirado nas idéias do alemão Max Stirner "A única regra sou eu". Considerado o lado egoísta do anarquismo, pois prega contra tudo o que possa contrariar a vontade do individuo, além de pregar contra vínculos, regras e moral. 

Atualmente essa linha pode ser encontrada nos livros de auto-ajuda que propagam idéias como:  "Você pode vencer.", "Suba sozinho", "Domine o Mercado"

Pesquise: Max Stirner 

Anarco-capitalismo

Também conhecido por libertarianismo. Seus apreciadores odeiam o Estado, mas são a favor da propriedade privada. 

Atualmente encontramos essa linha na terceirização de serviços e fundações como a de Bill Gates que doam alguns milhões para combater epidemias. 

Pesquise: Ludwig von Mises

Anarco-federalismo

É a ideia de de auto-gestão e coletivismo das associações operárias.

Atualmente encontramos essa linha em iniciativas como Creative Commons, Wikipedia, CMI (Centro de Mídia Independente), onde pessoas do mundo todo compartilham informações e também aprimoram os trabalhos de forma coletiva.

Pesquise: Joseph Proudhon

Anarco-Sindicalismo

É o seguimento que vê no sindicato o principal instrumento de luta anarquista.

Atualmente a força sindical caiu nos vícios dos partidos (como alertou Malatesta) ou simplesmente são presididos pelos próprios empresários da categoria.

Pesquise: Federica Montseny

Anarco-Comunismo

"Indivíduos acima de tudo" e a economia coletivizada.
Essa visão  floresceu em fábricas e cooperativas onde a figura do patrão nem do empregado existiam. 

Pesquise: Bakunin e Kropotkyn

Anarquia-revolucionária

É a propaganda pela ação, como dizia Kropotkyn: "um ato vale mais que 1000 planfletos"

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Etnocentrismo no Facebook?




Internautas com perfis no Facebook que usam em seus nomes os termos Guarani Kaiowá são obrigados a retira-los com pena de perder seus perfis. Para começar os administradores do facebook alegam que o usuário deve utilizar o seu nome verdadeiro. Entretanto, até onde sei, o facebook não exige o RG ou qualquer documento de identificação legitima do usuário, logo como eles podem afirmar que não possuo em meu nome o Guarani Kaiowá? Seriam os administradores de tal rede portadores de poderes paranormais? Sem falar que vejo milhares de usuários utilizando pseudônimos e sobrenomes com o nome de suas empresas ou profissão e desde o começo do ano a rede social passou a dar "um limpa" em quem utiliza o nome da tribo de índio que exige o direito oficial às suas terras, desafiando os Senhores e Senhoras do Agronegócio.


Eis aqui um depoimento de alguém que como muitos precisou mudar o seu nome para utilizar a "rede social".


"Me sentia feliz e orgulhosa em assinar o nome Vânia Carvalho Guarani Kaiowá Munduruku Awá no Facebook, uma forma de, publicamente, declarar o apoio aos Povos Indígenas, de demonstrar a indignação com o massacre diário que essas populações vem sofrendo. Uma forma de estar junto, de ampliar, além dos nossos "velhos emails", como diz Tania Pacheco, para nossos amigos e parentes que muitas vezes não tem acesso a informação de qualidade sobre a questão indígena no Brasil, bastante camuflada pela mídia. Quantas vezes choramos juntos os assassinatos de lideranças indígenas, envenenamento das fontes de água, jovens acuados e suicidas, mulheres estupradas...Embora estivéssemos isolados em nossas casas e escritórios. Um dia fiz uma pesquisa no Face e vi Guarani-Kaiowá em todas as cidades do Brasil, pequenas, médias e grandes cidades. Fiquei impressionada com o imenso apoio de milhares de pessoas se importando com uma cultura fundamental pra nós nesse momento de perigo concreto por que passa a humanidade pelo afastamento da natureza....temos que descobrir uma forma de juntar novamente essas pessoas pra aumentar nossa esperança pois desde ontem o Facebook está impedindo as pessoas de permanecerem com sobrenomes indígenas, embora aceite nomes como "bolinha", "machão", "fofinha"...


Quem quiser denunciar a retirada compulsória de seus nomes no Face pode mandar email para:denunciaguaranikaiowa@hotmail.com."


Fonte: http://redeanaamazonia.blogspot.com.br/2013/01/sou-vania-carvalho-guarani-kaiowa.html



Ironicamente há alguns tipos de páginas como essa abaixo (por muitos denunciada) que os Administradores alegaram que não há nada que infrinja a Política do Facebook. Quem puder e tiver estômago confira.






 Click nas imagens para visualizar 


Reforçando à informação da Vânia Carvalho Guarani Kaiowá Munduruku Awá quem quiser denunciar
a retirada compulsória de seus nomes no Face pode mandar email para: denunciaguaranikaiowa@hotmail.com.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012