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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Brado Coletivo dos Trópicos (em vídeo)






O Brado Coletivo dos Trópicos - texto completo aqui:

http://www.midiaindependente.org/pt/r...




texto: Lisa Alves - http://metamorfosecoletiva.blogspot.c...
seleção e edição de imagens: Juliana Botão
voz: Luther Blissett
edição de video: Lisa Alves

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sr. Franco Atira Dor ou A Verdadeira História da Bela Adormecida





Ahn Young-joon/AP

"Nossas meninas estão longe daqui
Não temos com quem chorar e nem pra onde ir
Se lembra quando era só brincadeira?
Fingir ser soldado a tarde inteira? "

Soldados - Legião Urbana





Do lado de fora da casa seus filhos brincam de guerra e ele sorri, não por admiração paterna, mas por constatar que nada mudara: eles apenas colocam seus instintos de competição para fora, hoje é apenas uma brincadeira entre eles, amanhã poderão participar de uma guerra cuja brincadeira pertencerá a outros.  

Papai veja o tamanho da minha escopeta!  

Logo o filho mais velho retruca: 

A minha é mais potente do que a dele! 


E no papel de apaziguador de conflitos, desenvolve o seu veredicto


Meninos as duas são grandes e potentes, as chances de ganharem são as mesmas. 

Assim as crianças dão-se por satisfeitas ao saberem que o inimigo não possuí vantagens sobre o outro. O pai sentiu-se mal por iludi-los, mas necessita prepará-los para as falsas verdades do mundo, já que sabe que na vida real serão iludidos da mesma forma. Suas brincadeiras de vida são apenas preparativos para algo que já espera por eles. Lembrou-se de quando era criança e brincava de matar seu melhor amigo com uma espada de plástico e pode sentir mais tarde a mesma sensação da brincadeira quando tirou o melhor amigo de sua convivência. Era como matar de brincadeira, a pessoa física continua caminhando depois, mas em algum momento eles fingem que uma barreira invisível os separou.

Não entende o que leva a vida não ter um final, uma conclusão e algo fixo. Tudo precisa sofrer a presença de surpresas, a humanidade adora isso, é como uma criança que finge que não sabe qual o presente que o Papai Noel deixou ou como alguém que manda flores para si mesmo e emociona-se quando o florista bate à porta. Uma vez conheceu um sujeito que mandava presentes para si mesmo e cada vez que fazia isso inventava um remetente diferente observando a forma que o sujeito encontrou para driblar um cotidiano morno e sem emoções percebeu que todos ao seu redor faziam o mesmo e tudo isso não passava de uma brincadeira que envolvia o comprometimento de toda à humanidade: a brincadeira de matar a mesmice. Ela funcionava assim: todos fingiam que as formas, palavras, sentimentos, pessoas, objetos, atitudes eram novos e criavam palavras chaves para a brincadeira funcionar (a última sensação do momento, a nova criação, a nova era, a moda atual, o novo estilo de vida, a mulher moderna, a era tecnológica, transgênicos, doenças contemporâneas, gênoma humano, sexo virtual, nanotecnologia...), palavras que abrem as portas de uma fantasia mascarada de realidade. Palavras que se ritualizam inconscientemente na mente humana e contribuem para a transformação do velho no novo, do passado no presente e o surgimento do previsível.

Lá fora as crianças continuam a brincadeira de guerra e lá dentro ele morre aos pouquinhos como se nunca tivesse morrido aos pouquinhos antes. Cumpre o seu papel como a maioria que ele tanto subestima. A única diferença é que ele não está acordado para ver e nem para se negar a brincar.

sábado, 23 de junho de 2012

Mulheres do Cinema - uma Ponte com a Filosofia

por Lisa Alves


  TELMA E LOUISE

"Um homem não pode ser mais homem do que os outros, porque a liberdade é igualmente infinita em todos." 

Jean-Paul Sartre



 MARY GRIFFITH (Orações para Bobby)

"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras." 

Nietzsche




 A personagem sem nome de Charlotte Gainsbourg. (ANTICRISTO)

“O castigo como meio de redimir-se para com a pessoa prejudicada e sob uma forma qualquer (por exemplo, uma compensação em forma de dor).” 


Nietzsche - in Genealogia da Moral




 SELINA KYLE vulgo Mulher Gato (Batman – O Retorno, 1992)


“ Eu existo fora de mim, e por toda parte do mundo não há uma polegada sequer de meu caminho que não se insinue num caminho alheio. (...) A moral da ambigüidade será uma moral que recuse negar a priori que existentes separados possam ao mesmo tempo estar ligados entre si, que suas liberdades singulares possam forjar leis válidas para todos.” - 


Simone de Beauvoir




GRACE MARGARET MULLIGAN (DOGVILLE)

“Esse espaço fechado, recortado, vigiado em todos os seus pontos, onde os indivíduos
estão inseridos num lugar fixo, onde os menores movimentos são controlados, onde
todos os acontecimentos são registrados, (...) onde o poder é exercido sem divisão,
segundo uma figura hierárquica contínua, onde cada indivíduo é continuamente
localizado, examinado e distribuído… A ordem (…) prescreve a cada um seu lugar, a
cada um seu corpo, a cada um sua doença e sua morte, a cada um seu bem por meio de
um poder onipresente e onisciente (...) até a determinação final do indivíduo, do que o
caracteriza, do que lhe pertence, do que lhe acontece...” 


Foucault





 BEATRIX KIDDO (Kill Bill)

"O senso primitivo do justo — notadamente constante de diversas culturas antigas a instituições modernas — começa com a noção de que a vida humana é uma coisa vulnerável, uma coisa que pode ser invadida, ferida, violada de diversas maneiras pelas açoes de outros. Para esta penetração, a única cura que parece apropriada é a contrainvasão, igualmente deliberada, igualmente grave. E para equilibrar a balança verdadeiramente, a retribuição deve ser exatamente, estritamente proporcional à violação original. Ela difere da ação original apenas na sequência temporal e no fato de que é a sua resposta em vez da ação original — um fato freqüentemente obscurecido se há uma longa sequência de ações e contra-ações". 


Martha Craven Nussbaum




 
HANNA SCHMITZ  (O Leitor)

A ignorância é vizinha da maldade”. 

Provérbio árabe




AILEEN WUORNOS ( Monster – desejo assassino)

"Eu era uma criança, esse monstro que os adultos fabricam com as suas mágoas." 

Jean-Paul Sartre




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dia Logos - série I

por Lisa Alves


Dialogando com Karl Marx

O capitalismo tornou-se um sistema econômico dominante por ser o modelo mais compatível com um dos instintos mais impetuosos da nossa espécie: a competição.

Dialogando com a instituição "Papa"

A ética é uma idéia, uma formação e só pode ser alcançada através da busca por conhecimento. Ela não pode ser simplesmente agregada ao nosso comportamento como a sua irmã, a moral.  A ética é uma escolha do livre pensamento, a moral é pura imposição.

Dialogando com São Francisco de Assis.

A vaidade é uma necessidade de existir por alguns instantes através da aparência, do sucesso ou do intelecto. No fundo todos querem uma platéia, mesmo que seja apenas um reflexo no espelho.

Dialogando com Slavoj Zizek

Como assim: “ele não tem ideologia”? Claro que têm! Daqui  a alguns anos tomará o lugar de seu chefe!

Dialogando com Chico Bento

Nunca chegaremos a um consenso sobre a finalidade da arte. Talvez seja pelo simples fato dela não nascer para um fim e sim para embelezar, registrar e eternizar existências e acontecimentos. Você foi um registro caipirez da arte.