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| ('En busca del sol', pintura acrílica sobre tela, de Aurora Díaz) | | | |
Por Lisa Alves
Resumo de um artigo que elaborei para o meu curso de Gestão Ambiental.
1. Introdução
O Brasil carece ampliar sua oferta de energia, todavia este processo estratégico deve ser associado ao desenvolvimento econômico, social e ambiental. As fontes renováveis de energia atingem o ideal de um desenvolvimento sustentável, porém a implantação dessas fontes é solapada pela politica de fornecimento de energia de forma centralizada.
Segundo Walter (2006), cerca de 15%, ou seja, 25 milhões de pessoas vivem desprovidas do acesso à energia elétrica. Sendo que a maioria dessas pessoas fazem parte do meio rural. Conforme dados do site Portal Energia a energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão. Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção energética sua utilização ajuda a diminuir a procura energética nestes e consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão. (PORTAL ENERGIA, 2011)
Frente a este fato, é ilógico não empregar esta fonte de energia limpa, inesgotável e gratuita, como ferramenta de solução de questões como o êxodo rural e a segregação de tecnologias.
2. A História da Energia Solar
Há milhares de anos a energia solar tem sido utilizada pela espécie humana. Em 212 a.C, um dos primeiros engenhos cuja função era receber e direcionar luz solar para as velas dos navios com intuito de incendiá-los, foi projetado por Arquimedes. Em 1839 o primeiro efeito fotovoltáico foi descoberto pelo fisico francês Edmond Becquerel. Em 1876 foi concebido o primeiro aparato fotovoltaico e somente em 1956 os sistemas fotovoltaicos começaram a ser produzidos a nivel industrial. Sendo que, dois anos mais tarde (1958) aconteceu uma das primeiras aplicações práticas da energia solar com o lançamento do satélite norte americano Vanguard I. (COMETA, 2004, p. 33)
O interesse pelo emprego da radiação solar como fonte de energia aumentou muito nas décadas de 70 e 80, sobretudo após a crise do petróleo de 1973, quando as pesquisas nessa área receberam grande incentivo nos Estados Unidos e na Europa. Já em meados dos anos 90 o interesse dos países aumentou, pois a demanda energética mundial passou a depender (cerca de 80%) dos combustiveis fósseis e esses, por sua vez, são recursos completamente exauríveis. (PEREIRA, E.N; COLLE,S. 1997)
3. Potencial de energia solar no Brasil
De acordo com dados da Agência FAPESP (2009) o Brasil tem uma capacidade de geração de energia solar de 200 a 250 watts por metro quadrado, o que é considerado pela agência um potencial extremamente elevado. Além disso, é informado que o Brasil possui o dobro dos níveis de insolação da Alemanha, país que abriga o maior mercado no mundo desse gênero de energia por gerar mais de 40% de sua eletricidade através de fontes fotovoltaicas. Para o Brasil, são grandes as chances no setor, mas para isso é necessário capacitação tecnológica e industrial.
4. Vantagens e Desvantagens da utilização de energia solar.
Vantagens: a energia solar é uma energia limpa, ou seja, não polui durante seu uso. As centrais carecem de manutenção mínima. Os painéis solares evoluem rápido, estão cada vez mais potentes, ao mesmo tempo que seu preço vem decaindo. É um tipo de energia excelente para lugares distantes ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não sujeita a enormes gastos em linhas de transmissão. (PORTAL ENERGIA, 2011)
Desvantagens: as formas de armazenamento da energia solar têm pouca eficiência quando confrontadas aos combustíveis fósseis e a energia hidroeléctrica Outro fator desvantajoso é o rendimento de apenas 25%. (PORTAL ENERGIA, 2011)
5. Energia Solar e a geração distribuída
Conforme a Wade World Alliance for Decentralized Energy, a geração distribuída pode ser explicada como a geração elétrica feita perto do local do consumo, independente da dimensão, tecnologia ou da fonte primária de energia. (HOLLANDA, 2003).
As vantagens da utilização dessa energia de forma distribuída esta na redução de gastos com os sistemas de transmissão e uma clara independencia e desenvolvimento social de áreas que se encontram ausentes de eletricidade.
O grande obstáculo para a expansão da energia solar são as pressões vindas das grandes empresas, que não abrem mão da energia centralizada para dar espaço à geração distribuída de energia. Pois, painéis solares não emitem faturas mensais.
6. Considerações Finais
As energias alternativas, como a solar, assim como técnicas alternativas como a agricultura sustentável, surgem como oposição a um modelo de economia global e por mais que sejam consideradas uma solução para áreas, populações e culturas que não dispoe de renda ou encontram-se em áreas de dificil acesso, sofrem um boicote de cunho comportamental social. A sociedade tende a se atrair pelas produções em larga escala e tudo que é isolado é tendenciosamente posto como um estepe, uma alternativa ou até mesmo um substituto temporário.