quinta-feira, 20 de março de 2014
C O R P O │ performance poética
sexta-feira, 21 de junho de 2013
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Cinema, Poesia e Todo Sentimento do Mundo
O filme é carregado de símbolos não habituais, não há previsibilidade e nem mesmo uma edição que nos furta a liberdade de senti-lo e de disseca-lo. Para um expectador sensível e atento ele se pinta como um poema desses impossibilitados de uma única interpretação.
Cada cena se apresenta como um alvo de uma bela fotografia, cada fiapo, cisco, pedaço, textura e cor devolve a “nós” uma ternura do que foi, do que estava e do que ainda permanece no mundo intocado pelo “nosso mundo”.
Senti uma saborosa nostalgia ao assisti-lo.
Ano: 2011
Gênero: Drama
Diretor: Júlia Murat
A obra dirigida por Cláudio Assis é um filme de linguagem poética, modela os princípios anarquicos e volve-se em uma canção hedonista (sem dogmas e rituais). A estrutura da película é delicada, a fotografia torna-se linguagem e a poesia tonifica o preto e branco ao apontar as mazelas e casulos de uma sociedade destinada à substituição. A alcunha do filme “Febre do rato” é uma expressão peculiar do Nordeste, que representa “estar fora de controle”.
Recomendo aos apaixonados pela poesia e aos desvestidos de pudores.
Muçulmanos e cristãos convivem em uma miúda aldeia no Líbano, a vida pacifica entre famílias tão diferentes guarda um segredo escondido a setes chaves pelas mulheres do local.
Et maintenant on va où ? (E Agora, Aonde Vamos?) é um filme da diretora e também atriz Nadine Labaki e arrisco julgá-lo como uma obra prima da sétima arte. Em um tempo não apontado a película trata da arte feminina de provocar a paz, são Penélopes que não aguardam seus Ulisses e sim tecem qualquer armadilha para que Ulisses nunca se vá. Matronas, esposas, donzelas que compreenderam que o conflito em nome de seres invisíveis só devolvem a elas filhos, irmãos, noivos e esposos na horizontal. O que mais fez meus olhos brilharem perante essa sublime e emocionante obra foi o comportamento universal dessas figuras femininas a tal ponto que me fizeram teorizar sobre: “o quanto foi mérito da mulher o vingar de nossa espécie?”
Além disso a obra incorporou vários gêneros do cinema tornando-a uma reprodução fidedigna da realidade, pois na vida, como bem sabemos, gememos e gargalhamos.
Garanto que minhas notas do filme não abordam nem dez por cento do que ele de fato expõe.
Faço uma ponte desse filme com a literatura de Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Marques) e De volta a Istambul (Elif Shafak).
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
domingo, 21 de março de 2010
sábado, 26 de setembro de 2009
Quadro Popular
Agourentas cores se manifestaram na geografia local.
Simbólicos gritos eram abafados pela arte do cotidiano.
Um vermelho escaldante tingia vivamente a figura animal.
Era uma das milhares obras feitas naquele ano.
A arte era apreciada por olhos apressados que desmereciam o artista que a realizou.
O quadro transmitia uma reação hipnotizante aos desocupados e uma fuga desesperada naquele que a pintou.
O que é Violência?
Violência e esse sistema permitir que um único individuo possua 10 casas e um estoque de comida em cada uma, enquanto milhões comem sobras e não tem um lugar digno para dormir.
Lisa Alves
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domingo, 16 de agosto de 2009
Control

“Eu existo da melhor forma que posso
O passado agora faz parte do meu futuro
O presente está muito fora de controle.”
Ian Curtis (15 de julho de 1956 — 18 de maio de 1980))
Filme baseado no livro “Touching From a Distance” de Deborah Curtis (viúva de Ian Curtis) que conta a trajetória artística e amorosa de Ian Curtis (vocalista da banda Joy Division). Destaque no festival de Cannes por conta da brilhante direção de Anton Corbijn, diretor que já trabalhou com bandas de destaque como Echo and the Bunnymen, Depeche Mode, U2, Nirvana, Travis, Metallica, The Killers e a própria Joy Division.

O filme é um poema melancólico como as letras da Joy Division e profundo como a alma de seu vocalista Ian Curtis. Às vezes apático como a falta de expressão facial de Ian e desesperado como seus movimentos no palco. Filmado em preto e branco as imagens passam a sensação de que você está convidado a ver o mundo da forma que Ian Curtis sentia, percebia e reprovava. Do jovem fantasiado de David Bowie ao homem casado de sentimentos divididos a beira de uma fatal desistência da vida. São 122 minutos misturados de vida pessoal e estréia da Joy Division (banda de rock dos anos 70/80). No entanto o filme é mais focado na vida de Curtis do que na própria banda.
Para quem não conhece a história de Curtis, está aí uma boa oportunidade. E para os fãs um presente in memorian de uma personalidade artística inesquecível.

Poema a Ian Curtis
Enquanto você caminhava em silêncio
Eu nem pensava em existir
No entanto teu pavor estampado nos olhos apáticos
são equivalentes ao meu sorriso de tristeza.
Você buscava controle?
Você gritava sua dor por ninguém conseguir enxergá-la em sua face? Você estava fora de seu tempo?
Sentimentos, isolação, amores, escolhas e dança.
O menino que morreu em 1980
E a menina que nasceu em 1981
E ainda assim vivemos no mesmo mundo, brincando com palavras, sofrendo com palavras e dançando com as letras.
Não descanse, vibre!
No ar ouço Isolation, na terra the eternal, no céu ouvirei você.






