domingo, 25 de abril de 2010

Cinema Fantástico

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus

Águas vivas gigantes, balões de ar em formatos de cabeça flutuando por mundos coloridos, bocas que são "chupadas" nas caras das pessoas, cobras que aparecem do contorno de rios e escadas sem fim. Não, não é um quadro de Salvador Dali e sim "O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus". Um mundo construído pelos maiores desejos de seus visitantes e isso me fez lembrar uma frase de um filme antigo "cuidado com o que você deseja". Contudo o filme não é resumido em um mundo visual como alguns recentes filmes campeões de bilheteria como "Avatar", mas também como critica fervorosa sobre os sonhos humanos. Um filme que fechou a carreira de Heath Ledger, o Coringa de Batman - O Cavaleiro das Trevas. E uma obra que faltava na produção fantástica da sétima arte.




France | Canada | UK , 2009 - 122
Drama / Fantasia

Direção:
Terry Gilliam

Roteiro:
Terry Gilliam e Charles McKeown

Elenco:
Heath Ledger, Johnny Depp, Colin Farrell, Jude Law, Christopher Plummer,
Lily Cole, Tom Waits, Verne Troyer, Andrew Garfield

quinta-feira, 1 de abril de 2010

LHC

Seguindo a conclusão do post A Máquina do Fim do Mundo a simulação da criação com a utilização do acelerador de particulas (L.H.C.) foi bem sucedida ou seja: aquilo que os cientistas imaginavam acontecer de fato aconteceu. Já alguma parcela da população mundial calou-se ao saber do sucesso do experimento e ao mesmo tempo que o mundo ainda continua o mesmo: nenhum pedaço foi retirado e nenhuma pedra movida. Será? A problemática agora é decifrar as informações obtidas com o experimento, até porque a meta dos cientistas não foi só simular o Big Bang, mas também identificar o chamado Bóson de Higgs (suposto responsável por toda a massa existente no Universo) ou simplesmente a "partícula de Deus". Abaixo segue um video com os detalhes da simulação.

No final disso tudo nossos filhos estudarão a nova fisica em seus livros didáticos até que a mesma seja superada por outra e por mais outra e assim a história das ciências se expandirá em comunhão com o universo.
Amém!



domingo, 21 de março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

Pegada Hídrica

Você sabe calcular quantos litros de água são necessários para os alimentos do seu dia a dia chegarem até sua casa?

Esse cálculo é conhecido como pegada hídrica. Foi criado pela ONU, em parceria com empresas e institutos de pesquisa com a intenção de calcular quanta água é gasta desde a retirada de matéria-prima da natureza até sua transformação em bem de consumo.

Vejamos alguns exemplos:


1 quilo de arroz = 3,4 mil litros de água.






1 litro de leite = 1 mil litros de água









1 quilo de milho = 900 litros de água








1 quilo de trigo = 1,3 mil litros de água.









1 quilo de carne bovina: 15,5 mil litros de água






A WWF-Brasil também
criou a pegada ecológica que mostra em hectares qual a dimensão de território um cidadão gasta com seus hábitos de consumo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Somos Reais?

O quê somos? Consciências inseridas em um modelo de mundo planejado? E nossas percepcões de mundo estão limitadas a roupagem da razão que nos foi concedida? Alguém ou algo planejou ou concedeu? Existem leis da natureza (inconcebíveis a nossa realidade) em outras dimensões? Você acredita em Deus? E no átomo? Ambos já foram detectados pelos seus sentidos? Você trocaria sua versão carbono por uma roupagem 100% silicone?

O Documentário do Profº Martin Rees (Barão Rees de Ludlow), cosmólogo e astrofísico britânico, trata da possibilidade de existência dos multiversos, evolução, teoria do big bang e inteligência artificial.










domingo, 14 de fevereiro de 2010

Nietzsche e o Sofrimento

“Aquele que galga as mais altas montanhas ri
de todas as tragédias lúdicas e de todas as tragédias sérias”. - Nietzsche



Os três vídeos abaixo falam da visão de Friedrich Nietzsche (filósofo alemão) sobre o sofrimento. Nietzsche aponta as várias vantagens do ser humano que se alimenta da dor para crescer, ao contrário daqueles (afogadores de mágoas) que escondem seus problemas nas cavernas confortáveis: religião, bebida e anéstesicos sociais. O documentário é apresentado pelo escritor suíço Alain de Botton








quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Video Proibido pela Nasa



O video mostra ruínas de uma suposta civilização na lua. Será? Assistam!

sábado, 16 de janeiro de 2010

A influência dos Profetas da Ficção Cientifica na Era Tecnológica


por Lisa Alves

A linha divisória entre ficção e realidade torna-se para os amantes da literatura e do cinema de ficção cientifica do século XXI apenas uma questão de tempo. Quando é possível reconhecer comportamentos, valores e invenções se transformando em um modo de vida do agora, sendo que outrora não passavam de simples palavras profetizadas por um escritor ou um cineasta futurista, esta linha só tende a se tornar cada vez mais uma pura questão de tempo. Há quem diga que a arte é puro sentimento e há quem diga também que o futuro é puro sentimento. Em 1993, o atual senador e ex-governador do Distrito Federal (Cristovam Buarque) escreveu Futuro em uma coletânea denominada O Pensamento Inquieto que surgiu após o Fórum do Pensamento Inquieto que se realizou na UnB (Universidade de Brasília). Cristovam deixa bem claro em seu discurso que o futuro só pode existir através do sentimento humano:

“Será que o fim da humanidade é a morte do futuro? Eu acho que sim. (..) ... o futuro terá morrido, porque o futuro não é um conceito de tempo físico. O futuro é um sentimento dos homens.”


Não há um ser humano que não queira imaginar o seu próprio futuro. No entanto, é impossível alimentar esperanças ou desesperanças futuras sem imaginar um mundo novo, um mundo que esteja preparado e equipado para servir todas nossas expectativas e sonhos. A ciência de hoje quando quer justificar o financiamento às suas pesquisas, faz prognósticos de possíveis benefícios que ela trará à humanidade no futuro. Paulo Belo Reyes, arquiteto e doutor em Ciências da Comunicação pela UNISINOS, escreveu um artigo em 2003 para a revista Teorema intitulado “Cidades do futuro no cinema” cujo tema é focado na idéia da implantação de novas tecnologias dentro dos roteiros cinematográficos. Paulo Belo cita três exemplos de filmes que ele denomina “cinema de antecipação” ou seja filmes que abordam a temática das tecnologias em contexto social. Metrópolis (Fritz Lang, 1926) para ele anuncia o processo de industrialização, Blade Runner (Ridley Scott, 1982) pauta a clonagem e Matrix (Irmãos Wachowski, 1999) a inteligência artificial. Ele traduz com perfeição a influência da ficção cientifica e ainda acrescenta:


“As novas tecnologias que têm sido mediatizadas pelo cinema não comparecem fora de um determinado contexto social. Pelo contrário, sempre estão articuladas e contextualizadas num tempo e num espaço.”

É impossível ignorar avanços científicos que antes mesmo dos próprios cientistas, foram previstos em obras de ficção. Exemplo disso foi o escritor francês Júlio Verne que em seu livro De la terre à la lune (Viagem à lua), de 1865, previu que o homem conseguiria chegar ao satélite da Terra e também qual seria a velocidade necessária para essa jornada (11 km/s). Em Vinte mil léguas submarinas, de 1869, o escritor previu que os submarinos futuramente utilizariam um combustível muito eficaz e inexaurível. Mais tarde, em 1954 submergiu o primeiro submarino da história movimentado por propulsão nuclear, que em homenagem ao personagem capitão Nemo de Vinte mil léguas submarinas, foi batizado pelos norte-americanos de Nautilus. A robótica também foi uma filha gerada no ventre literário. É verdade que a mesma floresceu depois da chegada do computador, no entanto, ela foi baseada na obra do ficcionista (e também bioquímico) Isaac Asimov. O termo "robótica" aparece primeiramente em uma pequena história sua, de 1942, intitulada Runaround. Mas é em 1950 que Asimov postula as três leis fundamentais da robótica:

1ª Lei: Um robô nunca deve atacar a um ser humano, nem omitir socorro a um ser humano em perigo.
2ª Lei: Um robô deve sempre obedecer às ordens dadas pelos seres humanos (a não ser que esta lei entre em conflito com a primeira).
3ª Lei: Um robô nunca deve se auto-destruir e destruir a um dos seus (a não ser que esta lei entre em conflito com as duas primeiras).

Estas leis foram criadas em uma coletânea de contos intitulada Eu, robô (cuja adaptação foi exibida nos cinemas em 2004). Na obra de Asimov as Leis da Robótica protegem a integridade humana contra possíveis confrontos entre criador e criatura. Pode ser que futuramente venhamos a desenvolver recursos semelhantes a fim de que ninguém seja prejudicado pelo mau uso dos robôs. Não é segredo para ninguém que as máquinas a cada dia estão se aperfeiçoando e até mesmo poupando seres humanos de algumas profissões de risco. A Era Tecnológica clama por dinamismo, perfeição, economia e quantidade. Diante deste quadro é exigido cada vez mais a presença de máquinas no chamado Mercado Industrial, diminuindo assim a força de trabalho humana. Asimov pressupõe uma coexistência tranqüila e promissora entre homens e máquinas o que não impede que o Homem tema sua extinção e caía na conhecida "síndrome de Frankenstein" que simboliza a criatura virando-se contra o seu criador. Cristovam Buarque também em Futuro explica a raiz dessa fobia humana relacionada às mudanças futuras:

"A ficção científica ( um dos grandes indicadores de como vemos o futuro), que, salvo 1984, só tinha livros que colocavam o futuro como idílio, passou a se dedicar ao terror. Hoje assistimos mais os filmes pelo terror do que pela imaginação do futuro, porque o futuro ficou assustador. Todo o futuro era visto como de paz, de tranqüilidade. Hoje, temos uma violência crescente. Todos os sonhos dos utopistas, dos socialistas utópicos, dos socialistas científicos, dos capitalistas eram de que o mundo do futuro seria um mundo sem desigualdade social (...) A desigualdade aumentou. Então, o medo aumentou, ressurgiu. A violência cresceu. A arte entrou no sentimento de esgotamento."

Dentre estas influentes obras citadas seria imperdoável deixar de comentar o Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1931. Considerada uma fábula futurista, a obra relata uma sociedade completamente organizada, sob um sistema científico de castas, cuja liberdade individual foi eliminada para dar lugar a uma servidão aceitável. Os indivíduos dessa sociedade eram controlados quimicamente pelo Soma ( uma droga que era distribuída para todos com a função de eliminar conflitos, desejos e ansiedades). Não havia espaço para questionamentos ou dúvidas, nem para os conflitos, pois até os desejos e ansiedades eram controlados quimicamente pelo droga com o intuito de preservar a ordem dominante. As castas superiores eram decantadas em betas, alfas e alfas+ e as castas inferiores eram classificadas de Deltas e Ipsilons. Os indivíduos já tinham uma predestinação obtida através dos controles feitos desde a geração por um sistema que aliava controle genético. Durante o sono as pessoas recebiam doses regulares de propaganda que faziam com que as mesmas tivessem suas crenças, comportamentos e ideologias padronizados. A visão de Aldous nesse livro demonstra uma visão de futuro bem diferente da época que ele vivia. O autor considerava 1931 uma época cujo pesadelo era a excessiva falta de ordem. Já na sua obra que se passava no século VII D.F. (depois de Ford) a ordem em demasia que era o pesadelo. Admirável Mundo Novo denota as apreensões e angústias de uma época em que as transformações eram não somente rápidas, mas também profundas. A obra responde à pergunta que não quer calar "Para onde caminha a humanidade?" Ao contrário de Matrix onde o mundo é governado por máquinas robôs, Admirável Mundo Novo é controlado pelos homens. Ambas as fábulas vivem dentro de uma ordem estabelecida e apontam para uma desumanização dos humanos e a morte do indivíduo. Será que há um limite para o desenvolvimento humano? Será que a humanidade é só um meio para o nascimento de uma inteligência que supere o próprio homem? Será que a vida vai continuar imitando a arte? Será que Nietzsche quando profetizava o nascimento do “além-homem’ já imaginava que um dia a clonagem humana estaria a um passo para acontecer?

“Vós, os homens mais altaneiros que meu olhar alcançou, eis a minha dúvida quanto a vós, e o meu riso secreto: eu adivinho que ao meu super-homem chamarieis-demônio!” (Citação do Zaratustra, parte II, “Da prudência dos homens” da obra Assim falou Zaratustra de F. Nietzche).

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Valete (O Anti-Herói)



"A minha aversão ao imperialismo não sara
Não quero fama, nem glória, dá-me só uma T-shirt de Che Guevara
Põe-me num 7.4.7, México aqui vou
Viajo lembrando de como a segunda torre se desmoronou
Depois de 15 horas de voo, meu Boing aterrou
Já fora do aeroporto, houve um bro que me identificou"
Música - Fim da Ditadura - Valete

Valete é um rapper português. Começou a participar ativamente do movimento Hip-hop em Portugal no ano de 1997. Atualmente tem dois álbuns editados e cerca de 11.000 cópias vendidas. Nasceu dia 14 de Novembro de 1981 em Lisboa. Desde cedo criou as suas opiniões políticas e chegou a participar da Juventude Comunista Portuguesa. O rap de Valete manifesta-se essencialmente contra as correntes neo-liberais. Na música Anti-Herói define-se como um "Trotskista belicista" (faixa do album "Serviço Público").


Fonte:
Wikipédia e Youtube

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Raízes do Brasil



Sobre o Capítulo "O Homem Cordial' de Sérgio Buarque de Holanda.
Por Lisa Alves

É preciso conviver com os homens/ É preciso não assassiná-los!.
Carlos Drummond

Sempre causou-nos estranhamento o fato de que nós, humanos,
temos predileção natural aos membros de nossa família. Isso é algo que também precisa ser superado:
a semelhança dos genes. Há-se uma necessidade pulsante de amarmos
a todos os humanos em igualdade e, antes de qualquer consideração,
estabelecermos que a espécie é a nossa grande família.
Manifesto Potencialista

O Estado nasceu no instante em que alguém percebeu que havia um trabalho a ser feito,
mas que nem todo mundo precisava trabalhar.
Da escravidão do Trabalho - Manifesto Potencialista.

A família é anterior ao Estado. Sérgio Buarque tenta demonstrar, no capítulo O homem Cordial de seu livro Raízes do Brasil a oposição entre o Estado e a família. De acordo com ele o Estado nasceu através da transgressão familiar de um indivíduo. Também é citado no texto como exemplo disso a forma de trabalho das velhas corporações e grêmios de artesãos que adotavam uma cultura familiar de mestre e aprendiz em oposição as usinas modernas de nossos dias cuja relação humana foi aniquilada. Essa transição do trabalho industrial gerou uma crise semelhante à abolição da velha ordem familiar pelas instituições e relações sociais fundadas em nome da vida prática. E de acordo com o autor os indivíduos que não se adaptam ao meio social são justamente aqueles que sentem dificuldade de se livrarem da cultura familiar. Joaquim Nabuco é citado no capitulo e insere a idéia de que a família estraga o indivíduo: em nossa política e em nossa sociedade [...], são os órfãos, os abandonados, que vencem a luta, sobem e governam, no entanto no Brasil essa afirmação foge a realidade, é só lembrar das árvores genealógicas de nossos governantes que concluiremos que o poder sempre foi uma herança familiar, salvo algumas exceções. Tanto é que no mesmo texto pode se encontrar Sérgio Buarque afirmando que a família foi o circulo que mais predominou nas vontades particulares da nossa sociedade ao longo da nossa história.
O Homem cordial é o grande herdeiro desse ouro familiar. A fama do brasileiro é conhecida em todo o mundo: o hospitaleiro, o generoso mas também o ainda "bárbaro". O homem cordial é aquele que faz de tudo para estar no meio, para ser aceito, um sujeito totalmente emocional. E o homem emocional não consegue viver só, a solidão é uma prisão, o "estar consigo" é o "estar com nada" e o nada é perdição. O homem cordial só tem identidade a partir do momento que outro indivíduo o reconhece, só mesmo assim para ele se livrar da grade. "Vosso mau amor de vós mesmo vos faz do isolamento um cativeiro". F. Nietzsche não poderia explicar o Homem Cordial de forma melhor.
Temos tanta necessidade de convívio e intimidade que até mesmo na nossa linguagem é possível identificar isso. O diminutivo usado nela transforma as pessoas e coisas mais acessíveis e familiares. A omissão do nome de família no tratamento social também é um exemplo encontrado no texto. Na religião, por exemplo, podemos perceber que muitos santos se tornaram amigos íntimos justamente pelo uso do diminutivo Santa Teresinha, Menino Jesus. O catolicismo brasileiro transformou seus imortais em mortais e até mesmo podemos compara-los com as divindades gregas que estavam sujeitas as paixões e erros semelhantes aos dos humanos. É interessante observar que o cristianismo no Brasil foge muito a regra do original, isso pode ser explicado com base na nossa colonização: as pessoas só tinham que se dizerem cristãos, dizer as rezas mais conhecidas que eram bem vindas e abençoadas no Brasil. (Esse exemplo pode também ser encontrado no capítulo I do livro Casa-Grande e Senzala de Gilberto Freyre.)



Obs: Assistam também Raízes do Brasil em DVD, o documentário é sobre a vida de Sergio Buarque de Holanda e como foi a tragetória para o nascimento da obra.