sexta-feira, 15 de junho de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Debate de Noam Chomsky com Michel Foucault
“Um sistema federativo, descentralizado de associações livres, incorporando o econômico assim como outras instituições sociais, é o que me refiro como anarco-sindicalismo. “ Noam Chomsky
“É muito dificil definir a natureza humana e corremos o
risco de incorrer em um erro como Mao Tse-Tung que falava de natureza humana burguesa e de natureza humana proletária, e considerava
que eram tipos diferentes de natureza humana.” Michel Foucault
“Nosso conceito de natureza humana é certamente limitado,
parcial, condicionado socialmente, restrito por nossos defeitos de caráter e
limitações da cultura intelectual na qual existimos.” Noam Chomsky
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Dia Logos - série I
por Lisa Alves
Tela: Victor Cauduro
Dialogando com Karl Marx
O capitalismo tornou-se um sistema econômico dominante por ser o modelo mais compatível com um dos instintos mais impetuosos da nossa espécie: a competição.
Dialogando com a instituição "Papa"
A ética é uma idéia, uma formação e só pode ser alcançada através da busca por conhecimento. Ela não pode ser simplesmente agregada ao nosso comportamento como a sua irmã, a moral. A ética é uma escolha do livre pensamento, a moral é pura imposição.
Dialogando com São Francisco de Assis.
A vaidade é uma necessidade de existir por alguns instantes através da aparência, do sucesso ou do intelecto. No fundo todos querem uma platéia, mesmo que seja apenas um reflexo no espelho.
Dialogando com Slavoj Zizek
Como assim: “ele não tem ideologia”? Claro que têm! Daqui a alguns anos tomará o lugar de seu chefe!
Dialogando com Chico Bento
Nunca chegaremos a um consenso sobre a finalidade da arte. Talvez seja pelo simples fato dela não nascer para um fim e sim para embelezar, registrar e eternizar existências e acontecimentos. Você foi um registro caipirez da arte.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Culturas de Resistência
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Vivemos em uma época de liberdades e dentro dos nossos limites ocidentais consideramos absurda qualquer palavra que negue essa condição. Falamos, publicamos, reivindicamos, temos liberdade de expressão e nos expressamos (mesmo através da exposição de nossas intimidades nas redes sociais). O youtube e suas celebridades instantâneas, a inclusão digital que criou um novo tipo de comunidade global (hoje podemos debater idéias e conhecer novas culturas sem sair de casa). Temos em mãos uma ferramenta poderosa capaz de denunciar infrações aos direitos humanos, fazemos abaixo assinados com uma rapidez inimaginável, publicamos sem nenhum custo nossos livros e filmes na rede e sabemos que o objetivo disso tudo é o simples ato de comunicarmos sem nenhuma fronteira. Mas será que tudo é belo e lindo como parece? Será que a maioria utiliza essa liberdade para gerar mais liberdades? E a arte com mais de um milhão de acessos é arte ou um produto da sociedade do espetáculo?
A rede mundial de computadores é uma arma capaz de dizimar culturas e criar modelos de seres humanos egoístas, alienados e indiferentes e cabe a nós torná-la de fato uma ferramenta de libertação.
Recomendo Culturas de Resistência: um documentário que mostra as periferias do mundo e suas expressões artísticas: grafite, hip-hop, poesia, dança, quadrinhos e consegue demonstrar que ainda vivemos um tempo de desigualdades, um tempo de discórdias, um tempo de muito sangue derramado e que arte consegue quebrar muros e transformar armas de fogo em expressões libertárias.
Link para baixar com legenda em português Culturas de Resistência
domingo, 29 de maio de 2011
OVNIs - A MAIOR HISTÓRIA SEMPRE NEGADA
O documentário é uma soma de vários depoimentos e arquivos que provam a existência de troca tecnológica de seres não terrestres com grandes corporações do nosso planeta. Antigos e respeitáveis funcionários da NASA, CIA e outras grandes corporações resolvem se unir e dizer ao mundo fatos que foram sempre negados e que intencionalmente já viraram motivo de piada pela indústria do entretenimento. O que mais incomoda não é o fato desse contato ou desses seres existirem e sim o que um pequeno grupo do planeta faz com esse tipo de informação. Já imaginou a possibilidade da criação de automóveis auto-sustentáveis sem a necessidade de consumo de energia, feitos para durarem por longos períodos, não poluentes e com a possibilidade zero de matarem o condutor diante um acidente ou colisão? E se isso não fosse apenas uma possibilidade? E se hoje fosse dito que desde o nascimento dos seus bisavós nunca foi necessário nenhum tipo de usina para a produção de energia? Quanta poluição, mortes e acidentes não seriam evitados, hein?
Logo abaixo deixo a primeira parte do filme. Esta dividido em 10 partes que podem ser assistidas no youtube. Assistir, refletir e passar adiante!
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sábado, 7 de maio de 2011
A vida e a morte são duas putas teatrais & La Belle Verte
"a única decisão verdadeiramente ética é
cada um tomar para si a responsabilidade
de sua própria existência e da de seus filhos" (Mollison, 1990
Estou cheia de ter que reconquistar o mundo a cada dia.
As pessoas se satisfazem com palavras bonitas, olhares baixos, submissão teatral, o tal “pisar em ovos”. No fundo o que querem são mentiras, desculpas, beijos de Judas, abraços que mais esmagam do que confortam. Já estou quase nos trinta e posso afirmar com convicção lispectoriana que também estou cansada da vida. O mundo comemora mentiras: “Mataram Bin Laden”, “Obama é americano”, “No Ocidente as pessoas são livres”, “Todo super homem tem que usar uniforme azul, vermelho e branco”. A vida é bizarra, vejo as pessoas sonhando e idealizando coisas que não são delas, o sonho americano entra pela porta (ou melhor pela Janela Windows) durante dias e noites e invade o subconsciente leso da humanidade. Onde estou? Fui contaminada? Escapei antes? Infelizmente, não sei, sim e não! Fui contaminada e o antídoto vale uma vida. Já tem mais de um ano que li um livro que falava sobre a Turquia (costumes, cultura, religião, música) e fiquei com uma sensação estranha de que estou do lado errado. Acho que quero morrer em Istambul como uma das personagens centrais do livro e antes de ser enterrada gostaria que contratassem um grupo de mulheres para chorarem por mim, para que mesmo morta eu não me esqueça que a vida e a morte são duas putas teatrais.
Tudo isso é apenas para recomendar um filme "La Belle Verte" que está além do que podemos chegar. Talvez alguns milênios se descermos do palco. Um filme francês de 1996, escrito e dirigido por Coline Serreau, que também é a personagem central.
Lisa Alves
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"O planeta Terra, apesar de seu potencial paradisíaco, se tornou uma "piada cósmica" de humor quase negro. A admirável e rara beleza de nosso planeta azul, a multi diversidade da manifestação mineral, vegetal e animal de nosso orbe se tornou vítima de implacável algoz: a interferência humana.
O ser humano se tornou o algoz maior de si próprio.
___
LA BELLE VERTE, literalmente "a bela verde", traz uma mensagem daquilo que poderia ser nosso planeta Gaia, uma casa onde todos os seres vivem em perfeita harmonia com a Natureza, sem os "avanços tecnológicos" baseados em nossa Física mecanicista, mas com o domínio de "tecnologias" avançadas de telepatia, capacidade de teleportar-se e de viver em um permanente estado lúdico e de hedonismo inocente, onde brincar de acrobacias e meditações coletivas "ouvindo o silêncio" são partes importantes da vida diária.
Em nossa realidade presente temos um quadro representativo dos valores endeusados pela sociedade; o patético ambiente consumista dos movimentados "shopping centers", onde humanos robotizados, condicionados a comprar quinquilharias que não necessitam correm pra lá e cá perdidos em sua solidão e ilusões inconscientes. Não sabem que correm de si mesmos, correm para "lá e então", sem nunca estarem AQUI, AGORA." -
CRÉDITOS:
Coline Serreau, francesa, autora, diretora, responsável pela música original e personagem central, que teve a inspiração de criar esse curioso filme, que nos leva a imaginar um novo mundo de liberdade, paz, harmonia, bondade, amor, respeito, simplicidade e leveza DE SER.
Assista aqui. "O planeta Terra, apesar de seu potencial paradisíaco, se tornou uma "piada cósmica" de humor quase negro. A admirável e rara beleza de nosso planeta azul, a multi diversidade da manifestação mineral, vegetal e animal de nosso orbe se tornou vítima de implacável algoz: a interferência humana.
O ser humano se tornou o algoz maior de si próprio.
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LA BELLE VERTE, literalmente "a bela verde", traz uma mensagem daquilo que poderia ser nosso planeta Gaia, uma casa onde todos os seres vivem em perfeita harmonia com a Natureza, sem os "avanços tecnológicos" baseados em nossa Física mecanicista, mas com o domínio de "tecnologias" avançadas de telepatia, capacidade de teleportar-se e de viver em um permanente estado lúdico e de hedonismo inocente, onde brincar de acrobacias e meditações coletivas "ouvindo o silêncio" são partes importantes da vida diária.
Em nossa realidade presente temos um quadro representativo dos valores endeusados pela sociedade; o patético ambiente consumista dos movimentados "shopping centers", onde humanos robotizados, condicionados a comprar quinquilharias que não necessitam correm pra lá e cá perdidos em sua solidão e ilusões inconscientes. Não sabem que correm de si mesmos, correm para "lá e então", sem nunca estarem AQUI, AGORA." -
CRÉDITOS:
Coline Serreau, francesa, autora, diretora, responsável pela música original e personagem central, que teve a inspiração de criar esse curioso filme, que nos leva a imaginar um novo mundo de liberdade, paz, harmonia, bondade, amor, respeito, simplicidade e leveza DE SER.
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sábado, 23 de abril de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Associação das Mulheres Revolucionárias do Afeganistão
Encontrei alguns videos de 2010 divulgados pelo site da Rawa (Associação das Mulheres Revolucionárias do Afeganistão) que mostram o Afeganistão depois da entrada das tropas americanas. A organização luta desde 1977 pelos direitos das mulheres e crianças daquele território. Particularmente tenho uma apreciação enorme pelo trabalho corajoso realizado por estas mulheres que vivem praticamente na clandestinidade. Recomendo à todos o site da organização (Rawa.org), pois só lá para terem uma idéia completa do que mostrarei resumidamente por aqui. Visitem e divulguem!
Comunidade no Orkut da Rawa - Comunidade RAWA
Comunidade no Orkut de Meena (fundadora da Rawa)- Comunidade Meena
Comunidade no Orkut da Rawa - Comunidade RAWA
Comunidade no Orkut de Meena (fundadora da Rawa)- Comunidade Meena
"RAWA, Associação Revolucionaria da Mulheres do Afeganistão , se formou em Kabul, Afeganistão, em 1977, como uma organização político social independente, das mulheres que lutam pelos direitos humanos e pela justiça social no Afeganistão. As fundadoras foram um grupo de mulheres afegãs intelectuais sobe a liderança sargais de Meena, quem foi assassinada em Quetta, Paquistão em 1987, por agentes afegãos da KGB com ligações a fundamentalistas do partido de Gulbuddin Hekmatyar. O objetivo da RAWA era de envolver um numero crescente de mulheres afegãs em atividades político sociais encaminhadas a adquirir os direitos humanos da mulheres e contribuir para o estabelecimentos de um governo baseado em valores democraticos e seculares no Afeganistão. Apesar da sufocante atmosfera política, a RAWA veio rapidamente a se envolver em várias áreas de atividades político sociais e inclusive na educação, saúde, economia e agitação política."
Videos
Fontes: Rawa e Youtube
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
As práticas de consumo da sociedade atual e a relação negativa com o meio ambiente.
por Lisa Alves
A partir da Revolução Industrial e com o surgimento de uma economia capitalista a sociedade global passou a ser doutrinada por uma lógica irreversível de mercado “consumo, logo existo” e a prática dessa doutrina tornou-se incontrolável e nociva ao meio ambiente. A ausência de uma educação ambiental desde o inicio do século XX também propiciou o que atualmente tem-se mais discutido em todas as esferas da sociedade: os impactos ambientais causados pelo modo de consumo dos seres humanos.
Nunca se consumiu tanto quanto hoje e nunca se substituiu tanto um produto pelo outro. A indústria juntamente com a publicidade vende ao consumidor um falso bem estar adquirido com a posse de um novo produto que muitas vezes só se diferencia do produto anterior por mínimos detalhes que serão também superados futuramente por uma nova série – eis a prática da obsolescência programada.
Durante muito tempo houve uma certeza relacionada à eternidade de nossos recursos naturais e um otimismo irracional de que o planeta poderia ser uma grande fábrica capaz de produzir qualquer sonho em forma de produto. Contudo, há pouco tempo diagnosticaram-se as feridas que essas crenças causaram a Terra e os prognósticos começaram a surgir. O planeta não suportará nossos hábitos de consumo. Empresas começaram a mudar praticando o chamado mercado verde: recicláveis, reciclados, sem poluentes e com menos danos ambientais em sua cadeia de produção. No entanto os maiores produtores globais como China e Estados Unidos estão fora dessa mudança ligada à sustentabilidade ambiental e ironicamente são os maiores incentivadores mundiais do consumo de seus produtos.
A grande arma a favor de um mundo com práticas de consumo que não comprometam ainda mais o meio ambiente é a educação ambiental. E esta por sua vez cria uma oposição ferrenha ao lucro das potencias mundiais que doutrinam as sociedades atuais a substituírem desnecessariamente seus produtos, como faz os Estados Unidos da América propagandeando seu modelo de sociedade com o intuito de estimular o consumo dos países subdesenvolvidos e estes caírem na emboscada do consumismo e do descarte, vivendo para trabalhar e consumir os produtos industrializados que só enriquecem cada vez mais uma minoria enquanto mantém a maioria da população mundial em uma situação de escravidão pelo consumo.
Diminuir o consumo é um desafio que o mundo deverá encarar, levando em consideração que fazemos parte de uma geração que se auto-afirma através dos bens que possui e também através da capacidade que cada um tem para adquirir cada vez mais produtos. O desafio é uma besta de sete bilhões de cabeças, bem maior que qualquer quimera apocalíptica e capaz de destruir nosso planeta em um piscar de gerações.
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